É fato, que nos tempos atuais todos reclamam da falta de tempo. Porém continuamos dispondo das mesmas 24 horas diárias e dos sete dias na semana. Seria então razoável entender que na realidade, não nos falta tempo e sim, nos sobram tarefas?
A partir dessa análise, podemos concluir que, para que tenhamos mais tempo, uma alternativa lógica seria, delegar mais.
Delegar nos exige dar ao outro a oportunidade de fazer uma tarefa que é nossa, mesmo sabendo da grande possibilidade da pessoa realizá-la de maneira pior do que faríamos, mas ainda assim precisamos delegar. Faríamos isso por dois motivos principais: o primeiro porque precisamos de tempo para fazer novas atividades que nos direcionarão para um crescimento, e segundo, pelo fato de que é uma forma de retribuir aquilo que alguém um dia fez por nós, dando-nos a oportunidade de crescer e aprender coisas novas.
Mas é importante estar atento: delegamos tarefas, mas não responsabilidades. Em algumas situações é possível compartilhá-las, mas o principal responsável, nunca deixará de responder pelas mesmas.
Por exemplo, um gerente financeiro de uma empresa pode delegar tarefas aos seus subordinados, como controlar o caixa, emitir relatórios, mas a responsabilidade das contas da empresa jamais deixará de ser dele.
Destaco a importância de não delegarmos as responsabilidades, pois muitos usam a justificativa de não delegar, pois quando o fizeram “deu tudo errado”. Para evitar isso, delegue as tarefas, mas exerça o controle. Acompanhe de perto os resultados, isso faz a diferença a favor da arte de delegar.
Reflita e veja que tarefas você pode delegar, e para quem. Depois aproveite bem o tempo que sobrou para o lazer ou para tarefas diferentes que se apresentam mais necessárias e relevantes.
Sou parte da solução ou do problema?
Quando somos contratados, a expectativa de todos, inclusive a nossa é de que seremos solução para problemas específicos a serem resolvidos. Tão ansioso quanto o candidato a vaga, está o contratante, acreditando que enfim, poderá contar com alguém para ajudar a realizar as tarefas da empresa.
Porém, não é raro encontrar nas empresas pessoas que de forma consciente ou não, preferem fazer parte do problema e não da solução. Diante de um problema, somente sabem destacar as dificuldades. Frases como “Isto não vão dar certo”, “Eu não acredito…”, “Não vai dar tempo”, estão entre as suas preferidas.
Toda vez que me deparo com comentários como esses, tenho por hábito fazer o seguinte questionamento: Entendo, então o que você sugere para solucionar o problema? Afinal é para isso que estamos nas empresas, para ser a solução! Curioso é observar as reações das pessoas.
Muitas delas ficam sem resposta. Experimente. Melhor do que criticá-las ou iniciar uma discussão, é convidá-las para fazer parte da solução.
Será maravilhoso saber que dali poderá surgir contribuições valiosas, pois essas pessoas têm muito a dar. Aos clientes interessam os resultados e, portanto, cabe a cada profissional gerar esse resultado. Acredito que quem não ajuda, com certeza está atrapalhando, na melhor das hipóteses, pelo simples fato de estar ocupando a vaga de quem poderia estar ajudando.
Observe as pessoas com as quais convive, que tipo de postura adotam?
E você? No trabalho, em casa, na escola, na comunidade você tem sido parte da solução ou o problema?
Quantos de nós, se questionados, se merecemos ser promovidos na empresa, responderemos com segurança: EU MEREÇO!
Essa deveria sim, ser a resposta de todos nós. Simplesmente pelo fato, de que, devemos estar sempre nos desenvolvendo e buscando a melhoria contínua em todas as dimensões de nosso ser, inclusive profissionalmente.
Se você tem dúvidas de que você é o melhor candidato para uma promoção, é bom se preocupar, pois isso é um sinal de que talvez, você esteja no que muitos chamam de “zona de conforto”. Independente da possibilidade ou não, de surgir uma vaga em um cargo mais elevado, todos devem estar preparados. Pois quando ela surgir, e é difícil saber quando, não haverá mais tempo para se preparar.
O curioso, é que muitos reclamam, quando a empresa contrata profissionais de fora, sem dar oportunidade aos atuais funcionários de crescerem.
Pensando de forma racional, os atuais funcionários das empresas deveriam ser a primeira opção para contratação, mas muitas vezes não são, pois muitos estão desmotivados, desatualizados e adotam posturas negativas. Em contra partida, aqueles que estão à margem do mercado de trabalho, estão participando de cursos, buscando experiências, estão dispostos a trabalhar muito por uma oportunidade.
Pense na sua empresa e analise: você conhece pessoas na sua empresa que se estivessem desempregadas e quisessem entrar na empresa que hoje trabalham, talvez nem chegassem à etapa de entrevistas? Talvez isso ocorra, pois até as pessoas que ocupam cargos de liderança estão acomodadas.
Experimente perguntar ao seu gerente ou líder, se houvesse uma oportunidade de um cargo melhor na empresa, você seria o promovido? E, caso a resposta seja não, pergunte o que precisa fazer para merecer. Mas lembre-se: antes de perguntar, esteja disposto a mudar!
Trabalho x Lazer
O mercado de trabalho muito competitivo nos faz trabalhar cada vez mais. Às vezes nos fazendo esquecer nossos limites. Nas biografias de pessoas de sucesso, independente da área de atuação, sempre são apresentados exemplos da importância do equilíbrio nas diversas áreas de nossas vidas: espiritual, física, financeira, profissional, pessoal e emocional. Fato é, que mais do que trabalhar muito, somos chamados a dar resultados.
E de que dependem os resultados? Podemos dizer que dependem da combinação de fatores como competência, planejamento, muito trabalho e inspiração. Sendo essa última, um fator correlacionado ao lazer. Pessoas tranqüilas e descansadas são mais “inspiradas” do que pessoas nervosas e estressadas. É lógico que o stress faz parte de nossas vidas, mas é preciso equilíbrio.
Há fases em nossas vidas em que é necessária uma carga extra de trabalho, por exemplo quando estamos próximos da conclusão de um projeto importante. Porém temos dificuldade de manter um longo período de forte trabalho, sem perda de qualidade. Por outro lado, há pessoas com um ritmo muito abaixo do necessário. Pessoas que se impõe limites abaixo do esperado pelas empresas, o que definitivamente pode comprometer suas carreiras.
Observe as pessoas de sucesso à sua volta. Você perceberá que elas produzem muito e com qualidade, ao mesmo tempo, que além de trabalharem muito, praticam esportes, participam de eventos sociais, realizam trabalhos voluntários, entre outras atividades.
Muitos dizem, e compartilho da mesma opinião, que se você quer que alguma coisa se realize, peça para alguém ocupado. Pessoas “ocupadas” estão em um ritmo forte de realização, e já aprenderam a se organizar e a priorizar suas tarefas. Pessoas “com baixa ocupação”, possuem mais dificuldade em receber “mais uma” tarefa. Sistematicamente, criam verdadeiros obstáculos a realização de tudo que lhes é solicitado.
Mas lembre-se, é preciso ter tempo para tudo. Inclusive, para pensar e descansar. Uma frase do parapsicólogo Frei Albino Aresi, sempre me ajuda a lembrar dos meus limites: “Deus perdoa sempre, o homem às vezes e a natureza nunca”.
Tempo para pensar e decidir
“Não temos tempo”. Talvez uma das frases mais ouvidas nos dias de hoje, em nossa sociedade. Estamos sempre correndo, executando. Afinal “atitude” é a palavra. Mas, paramos para pensar para onde estamos indo? Analisamos, pensamos e escolhemos nossos objetivos? Refletimos o suficiente para onde conduzir nossa carreira, e como faremos?
Para decisões acertadas é fundamental que tenhamos uma leitura correta do mundo à nossa volta e principalmente de nós mesmos, pois no mercado não há lugar para profissionais medianos. É preciso ousar, mas na direção correta. É preciso ter conteúdo, o que só é possível com muita dedicação, e para isso é preciso amar o que se faz.
As coisas vão acontecendo em nossas vidas e muitas vezes não paramos para pensar sobre o que decidimos. Isso, talvez porque temos a falsa sensação de que, agindo assim, não nos sentiremos responsáveis caso algo dê errado. Quando pensamos, analisamos, o peso fica maior, a responsabilidade aumenta. Afinal, foi uma escolha e, portanto, existe uma relação direta de responsabilidade.
As decisões serão tomadas por nós, ou pelos outros. Depende de nós assumirmos o risco de decidir.
Experimente separar um tempo, ainda que pouco para refletir sobre sua carreira. Muitos investem anos em uma faculdade, sem talvez, ter pensado pelo menos algumas horas, se é aquilo mesmo que queriam.
A boa notícia é que ainda há tempo. Mas como? Alguém pode pensar. É uma questão de referencial. Estamos falando do tempo que teremos para viver e não do que já vivemos. Ou seja, não interessa quando nascemos, e sim quando concluiremos nossa missão aqui na terra, o que felizmente, não sabemos. Portanto há tempo!
Imaginemos por exemplo um profissional de 40 anos. Insatisfeito com suas atividades e seus resultados, decidiu mudar o rumo de sua carreira. Fez um novo curso superior, decisão acertada e madura. Estudou cinco anos, trabalhou motivado, graças à qualidade de sua escolha, por mais 24 anos, e ainda não tem 70 anos. Com a dinâmica do mercado de trabalho e o aumento da expectativa de vida, se prepare…é provável que quando você opte por concluir sua carreira, o faça em nova profissão.
Não importa sua idade, parabéns! Bem vindo ao mercado de trabalho!
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